A segunda saída ...
Tal como diz o ditado popular "o que custa
é a primeira vez". Comigo passou-se o mesmo.
Após a minha primeira saída
à rua, estava aberto o caminho para outras aventuras. Assim sendo,
e com o objectivo de tirar algumas fotografias com a luz do dia, começei
a preparar aquela que seria a minha segunda saída. Bem na verdade
eu já tinha saído à rua completamente produzida uma
segunda vez, no dia de Carnaval, mas essa brincadeira não conta.
Saír à rua durante o dia é
completamente diferente de saí à noite. "De noite todos os
gatos são pardos" o que é 100% verdade. À noite é
muito mais difícil alguém olhar para nós e descobrir
que não somos "mocinhas de verdade". Durante o dia, além
de andar mais gente na rua, é mais fácil olharem para nós
e verificarem que existe algo "diferente" na nossa pessoa, mesmo que a
nossa aparência seja muito feminina. Outro pormenor importante é
que durante o dia é mais provável que nos cruzemos com alguém
conhecido ao sair da nossa casa.
Mesmo sendo conhecedora de todos estes riscos,
eu decidi que "quem não arrisca não petisca".
Assim e após longo debate com a minha
esposa, decidimos que iriamos saír à rua numa manhã
de domingo, para a tão desejada sessão fotográfica
no exterior.
Devo confessar que estive mais de uma hora
em frente ao espelho para que nenhum pormenor fosse descuidado. A maquilhagem
estava perfeita e a roupa foi especialmente escolhida para a ocasião.
Como estávamos no verão, eu
ia vestida com uma mini saia azul, sapatos de salto alto, e uma blusa de
malha branca rendada. Por dentro da blusa podia ver-se o soutien branco.
Posso afirmar que me achei muito sexy, porque pela primeira vez ia saír
à rua vestida de uma forma mais "ousada", consciente que iria "dar
nas vistas".
Este procedimento é contrário
ao que seria de esperar, pois o objectivo seria passar o mais despercebida
possível, tal como aconteceu na minha primeira saída, altura
que que me vesti de uma maneira bem discreta, de modo a não atraír
as atenções.
Tal como eu tinha previsto, a minha presença
na rua não passou despercebida, tendo sido alvo de alguns olhares
mais indiscretos.
No final desta aventura fiquei com a certeza
que não é nada difícil para uma "mocinha" como eu,
andar na rua de uma forma natural, disfrutando de todas as sensações,
como o bater do salto na calçada, a maneira de andar mais feminina,
andar de mini saia (subir degraus de mini saia e sapato de salto alto não
é fácil), ou sermos vistas como "mocinhas verdadeiras".
O encontro com a Cláudia e a Cristy
...
Tal como aconteceu com a Sandra, eu também
conheci a Cláudia Cabral através da internet.
Após algumas conversas no IRC decidimos
marcar um encontro para nos conhecermos pessoalmente. A ideia do encontro
era a troca de ideias e experiências, bem como o debate de algumas
ideias relacionadas com a construção de um grupo que reúna
todas as meninas como nós.
A minha esposa não pode estar presente
no primeiro encontro com a Cláudia e a Cristy, o que implicou que
esta primeira conversa foi apenas entre nós as três.
Este encontro foi o primeiro para a Cláudia
e a Cristy, podendo afirmar que eu já era uma "veterana" nestas
aventuras.
Como neste primeiro encontro ficaram muitas
coisas por conversar, foi marcado um segundo, no qual estiveram presentes
a Cláudia, a Cristy, a minha esposa e eu.
Deste encontro, saíram algumas ideias
para outras aventuras, que em breve terei oportunidade de relatar.
O CCP
A ideia de construir um Clube dedicado a
todas as pessoas, que tal como eu são apaixonadas pelo mundo feminino,
surgiu no seguimento de muitas conversas que eu diariamente mantinha na
internet, com todas as meninas que entretanto me iam contactando.
Pode dizer-se que o CCP nasceu numa noite
de Outubro de 1998, quando no IRC se marcou o primeiro encontro da futura
direcção. Este primeiro encontro, ao qual se seguiram muitos
mais, foi marcado para o Parque das Nações, ficando cada
menina de levar em exemplar de uma revista de fofocas debaixo do
braço, pois nem todas nos conhecíamos pessoalmente.
À hora marcada lá nos encontrámos
no local combinado e não houve qualquer dificuldade em nos conhecermos.
Foi assim que o grupo fundador do CCP se conheceu (Claudia Cabral, Loulou,
Sandra Pontes, Susana Marques e Zita Soares).
Esta primeira reunião serviu para
que fossem delineadas as ideias chave para a construção do
CCP. Como numa reunião não fica tido decidido, este grupo
de meninas juntou-se mais algumas vezes até que por fim se decidisse
marcar uma data para o arranque do projecto (01 de Fevereiro de 1999).
Para que o projecto arrancasse era necessário
criar uma página na internet e providenciar algum conteúdo
para ela. Foram algumas semanas de trabalho árduo mas no dia marcado
lá estávamos todas prontas para lançar as primeiras
pedras para a construção deste projecto.
Faltavam apenas dois dias para a data oficial
de inauguração do CCP quando se realizou mais uma reunião
(sempre no mesmo local) entre todas as meninas do grupo fundador do CCP.
Nesta reunião foi realizada a eleição para o cargo
de Presidente e Vice Presidente do Clube e que foram distribuídas
todas as outras tarefas dentro da direcção.
No dia 01 de Fevereiro de 1999 o site do
CCP abriu as suas portas, deixando entrar todas as meninas que tal como
nós, partilhavam o gosto e a paixão com o mundo feminino.
Nos primeiros oito meses de vida do CCP o ritmo de admissão de novas
associadas foi muito acima de todas as expectativas, pois no início
ninguém imaginava que em Dezembro de 1999 fossemos já mais
de 60 associadas.